Como identificar sinais de câncer de pele
A regra ABCDE ajuda a reconhecer pintas suspeitas antes que virem um problema maior. Entenda o que observar e quando procurar um dermatologista.

O câncer de pele é o tipo mais comum de câncer no Brasil, e também um dos mais tratáveis quando descoberto cedo. A boa notícia é que ele aparece em um lugar que você consegue ver: a própria pele.
Este guia mostra o que observar em casa e em que momento vale procurar avaliação profissional.
A regra ABCDE
Dermatologistas usam cinco critérios para avaliar se uma pinta merece atenção. Cada letra corresponde a uma característica.
Assimetria
Pintas benignas costumam ser simétricas. Se você traçar uma linha imaginária no meio e as duas metades forem diferentes, vale investigar.
Bordas irregulares
Contornos bem definidos são um bom sinal. Bordas serrilhadas, borradas ou irregulares pedem avaliação.
Cor não uniforme
Uma pinta com vários tons — marrom, preto, avermelhado ou esbranquiçado na mesma lesão — é mais preocupante do que uma de cor única.
Diâmetro
Lesões com mais de 6 milímetros merecem atenção. Isso não é regra absoluta: melanomas podem começar menores.
Evolução
Este é o critério mais importante. Qualquer pinta que mude de tamanho, cor, formato ou textura ao longo de semanas ou meses deve ser avaliada.
Quando procurar um especialista
Procure avaliação se notar uma lesão que sangra sem motivo, coça de forma persistente, não cicatriza em quatro semanas, ou se encaixa em qualquer critério do ABCDE.
Vale lembrar que autoexame não substitui consulta. Ele serve para você chegar mais cedo ao consultório.
Como funciona o diagnóstico
A avaliação começa com dermatoscopia, um exame indolor que amplia a lesão e revela estruturas invisíveis a olho nu. Na maioria dos casos, isso já esclarece a natureza da pinta.
Se houver suspeita, o passo seguinte é a biópsia — a remoção de uma amostra para análise laboratorial. É um procedimento rápido, feito com anestesia local.
Prevenção no dia a dia
Protetor solar diário, roupas com proteção UV e evitar exposição entre 10h e 16h reduzem significativamente o risco. Para quem tem histórico familiar ou muitas pintas, o acompanhamento anual é recomendado.

Graduação em Medicina pela UFRN. Residência médica em Dermatologia no Complexo Hospitalar Heliópolis/SP. Pós-graduação em Dermatoscopia e em Medicina Funcional Integrativa. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.