Queloide: o que é e como tratar ou evitar
Por que algumas cicatrizes crescem além das bordas da ferida, quem tem mais risco de desenvolver queloide e quais são as opções de prevenção e tratamento.


O queloide é um tumor benigno de tecido cicatricial que ocorre após um trauma mecânico ou processo inflamatório, caracterizado por elevação da área acometida e extensão da lesão além das bordas da cicatriz inicial.
Ele costuma ocorrer em pessoas predispostas geneticamente e pode estar associado a procedimentos cirúrgicos ou não. Alguns pacientes desenvolvem queloide em lesões de acne, por exemplo, ou após a colocação de um piercing.
Em quanto tempo ele costuma aparecer?
O queloide ocorre na quarta fase da cicatrização, onde há um desbalanço entre produção e degradação de colágeno, havendo um predomínio da primeira em relação à segunda. Essa fase pode ocorrer de 1 mês a 2 anos após o agente deflagrador.
Que cuidados posso ter para evitar seu aparecimento?
A principal ferramenta prática para evitar o queloide é seguir os cuidados que o médico recomenda sobre limpeza da ferida operatória, umectação, cobertura e pronta identificação e tratamento de infecções, seromas ou hematomas.
Outra ferramenta primordial é respeitar o descanso físico orientado pelo seu médico, para evitar tensão sobre a ferida antes do momento adequado.
Se eu já fiz cirurgia prévia sem surgimento de queloide, tenho risco de desenvolver mesmo assim?
Sim. Infelizmente o desenvolvimento de queloide é multifatorial, estando ligado à genética, às características da própria lesão e ao estado pró-inflamatório do paciente no momento do trauma, entre outros fatores.
Existem áreas mais propensas?
Os locais mais envolvidos são o tórax, os ombros, os braços e as orelhas.
Quais os sintomas?
Além do aspecto físico de cicatriz — lesão elevada e que se estende além das bordas da ferida que a causou —, o queloide pode ocasionar dor leve, coceira e sensação de queimação.
Quais as opções de tratamento?
O tratamento do queloide deve ser individualizado, a depender da localização, da extensão e da limitação funcional.
Na maioria das vezes faz-se necessária a associação de técnicas, sendo as mais comuns:
- Infiltração de medicamentos como triancinolona, 5-fluoracil e bleomicina
- Remoção cirúrgica associada a medidas compressivas, como placas de silicone
- Betaterapia pós-cirúrgica, realizada até 48 horas após o procedimento
Na OperAqui, a avaliação da sua cicatriz e a definição do tratamento mais adequado são feitas de forma individualizada, considerando o histórico e as características de cada paciente.

Graduação em Medicina pela UFRN. Residência médica em Dermatologia no Complexo Hospitalar Heliópolis/SP. Pós-graduação em Dermatoscopia e em Medicina Funcional Integrativa. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.